Enquanto acontecia o comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último sábado (12), Renato Freitas era um dos políticos mais assediados pelo público. Alguns pediam fotos, outros apenas abraços. Embora o cenário fosse composto por eleitores do campo progressista, as quase 20 mil pessoas que lotaram a Boca Maldita, em Curitiba, demonstram que “Curitiba tem uma resistência”, como diz Freitas.
Historicamente o Paraná é um território peculiar para o Partido dos Trabalhadores, sobretudo depois da prisão do presidente, que ficou na Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida, após sua condenação no âmbito da operação Lava Jato.
Ao longo do período em que ficou preso em Curitiba, todos os dias, ele ouvia “Bom dia, presidente Lula”; “Boa tarde, presidente Lula”, e “Boa noite, presidente Lula”, de apoiadores que ficaram acampados em frente ao local.
Depois disso, com o passar do tempo e a anulação da condenação, a bancada de deputados do PT na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) se renovou, ganhou novos rostos, um deles, de Renato Freitas, que caminha para o ser um dos mais votados – talvez o mais votado da legenda neste ano para o cargo de deputado federal pelo Estado.

Para ele, o número de pessoas que saíram de casa sob o frio e com risco de chuva para ouvir o comício, coloca Curitiba como um local de resistência. “Curitiba tem uma resistência muito forte e uma comunidade cada vez mais desperta em relação aquilo que está acontecendo e é inegável para quem tem olhos de olhar e ouvidos de ouvir que a família Bolsonaro se estabeleceu na política a partir do crime organizado, da milícia e conforme foi tendo mais poder, foi tendo mais lucro em suas atividade criminosas que saíram do domínio territorial para os crimes de colarinho branco (...). A população curitibana está atenta a tudo isso e cada vez mais está rechaçando, vetando e se opondo a este tipo de política”, disse.
Eleições
Esta percepção do Curitiba em relação ao clã de Bolsonaro, para Freitas, se reflete tanto na campanha do presidente Lula – que não deve voltar para Curitiba no segundo turno quanto na sua própria.
“Todos os lugares do Paraná que a gente está indo, temos encontrado um abraço, temos sido acolhidos e encontrando solo fértil para as nossas ideias”, destacou o candidato.

