A greve dos trabalhadores dos Correios chegou ao sexto dia nesta terça-feira (15) com os portões do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas, no bairro Rebouças, em Curitiba, fechados. A paralisação ganhou força no Paraná e, segundo o sindicato da categoria, nenhuma carga está deixando o principal complexo de operações do estado, o que deve afetar o fluxo de entregas.
A paralisação começou na última quinta-feira (10), em meio ao impasse nas negociações do acordo coletivo dos trabalhadores. A categoria afirma que tenta negociar com a empresa há meses, mas não houve acordo sobre a manutenção de direitos e outras reivindicações.
Segundo Elisabete Ortiz, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postal, Telegráficas e Similares do Estado do Paraná (SINTCOM-PR), a mobilização tem crescido desde o início da greve. Ela afirma que a paralisação ocorre em todo o país e envolve trabalhadores de diferentes setores dos Correios.
Greve dos Correios: sindicato aponta impacto nas entregas
Em entrevista à Banda B, Elisabete afirmou que os portões do principal complexo de operações dos Correios no Paraná foram fechados nesta terça-feira (15). Segundo ela, com a mobilização, nenhuma carga estaria deixando o local.
“Hoje os portões aqui do principal complexo centro de operações do Paraná foram todos fechados. Então não sai carga nenhuma, com certeza vai impactar nas entregas para a sociedade”, afirmou Elisabete Ortiz, secretária-geral do SINTCOM-PR.
A dirigente sindical também disse que a adesão dos trabalhadores vem aumentando desde o início da paralisação.
Trabalhadores cobram manutenção de direitos
A categoria afirma que a principal reivindicação é a manutenção dos direitos previstos no acordo coletivo. Entre os pontos citados pelo SINTCOM-PR estão o plano de saúde dos trabalhadores e o reajuste salarial.
Segundo a secretária, a empresa teria apresentado propostas que retirariam direitos considerados históricos pelos funcionários.
“Uma das principais queixas dos trabalhadores é a retirada do plano de saúde e o reajuste zero para nós nesse acordo coletivo”, disse Elisabete Ortiz, secretária-geral do SINTCOM-PR.
O movimento ocorre enquanto o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham pelo menos 80% do efetivo trabalhando durante a greve. A decisão foi tomada no sábado (12), após pedido da estatal, que recorreu à Justiça para garantir o funcionamento mínimo dos serviços.
Dissídio coletivo será julgado pelo TST
Além da disputa sobre o acordo coletivo, os trabalhadores aguardam uma audiência de julgamento do dissídio coletivo, marcada para o próximo dia 21.
Elisabete afirma que a categoria tenta negociar com a empresa desde julho e também busca uma intervenção do governo federal para destravar as conversas.
Por enquanto, não há previsão para o fim da paralisação. Segundo a secretária-geral do SINTCOM-PR, a greve é por tempo indeterminado e a mobilização deve continuar enquanto não houver uma solução para as reivindicações.
“A greve é por tempo indeterminado. A gente tá aumentando cada hora que passa a mobilização de greve, tanto no estado do Paraná, em todas as cidades do Paraná, quanto no Brasil inteiro”, disse.
Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede.
RESUMO
Intensificação da Paralisação e Impacto: A greve dos trabalhadores dos Correios atingiu o 6º dia nesta terça-feira (15) com o fechamento dos portões do principal centro operacional do Paraná, em Curitiba, impedindo a saída de cargas e aumentando o impacto nas entregas.
Reivindicações da Categoria: Os funcionários cobram reajuste salarial e a manutenção do plano de saúde, rejeitando propostas da empresa que preveem "reajuste zero" e retiram direitos históricos do acordo coletivo.
Determinação Judicial e Projeções: Enquanto a paralisação segue por tempo indeterminado e sem previsão de término, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de ao menos 80% do efetivo em atividade e agendou o julgamento do dissídio coletivo para o dia 21.

