O julgamento é realizado em Maringá depois que o processo foi transferido de Rolândia por decisão judicial. O júri começou depois de oito adiamentos e quase sete anos de espera. Durante o primeiro dia de julgamento, Ricardo mudou a versão apresentada até então e confessou ter matado a filha. A defesa, agora, concentra a atuação principalmente na discussão das qualificadoras do homicídio. A previsão dos advogados é de que os debates terminem ainda pela manhã, mas a conclusão depende também da votação dos quesitos pelos jurados.
Os advogados Guilherme Marzola Leal e Roberto Ekuni também apontam falhas que, segundo eles, aconteceram durante a investigação e dizem que a discussão principal no plenário será sobre as circunstâncias da morte.
Para o Ministério Público, a confissão feita por Ricardo confirma uma versão que a acusação sustenta desde o início do processo. O promotor Marcelo Correia afirma que a mudança de postura do réu ocorre depois de sete anos de investigação e julgamento e que a defesa busca, com a confissão, uma redução da pena.
A família de Eduarda considera que a confissão de Ricardo confirma as provas reunidas ao longo dos sete anos de processo. O advogado Hugo Esteves afirma que a expectativa é pela condenação dos dois réus, inclusive de Terezinha, que será julgada pelos crimes de ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
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